domingo, 20 de janeiro de 2013

MEMÓRIA - HÁ 30 ANOS O BRASIL PERDIA GARRICHA, "O ANJO DAS PERNAS TORTAS"

A falta que o gênio Garrincha faz no meio de tantas tristezas


Mané foi grande destaque na Copa do Mundo de 1962

"Se há um Deus que regula o futebol, esse Deus é sobretudo irônico e farsante, e Garrincha foi um de seus delegados incumbidos de zombar de tudo e de todos, nos estádios. Mas, como é também um Deus cruel, tirou do estonteante Garrincha a faculdade de perceber sua condição de agente divino. Foi um pobre e pequeno mortal que ajudou um país inteiro a sublimar suas tristezas. O pior é que as tristezas voltam, e não há outro Garrincha disponível. Precisa-se de um novo, que nos alimente o sonho."


As palavras do poeta Carlos Drummond de Andrade não poderiam ser mais precisas para descrever quem foi Manoel Francisco dos Santos, o Garrincha. Amado pelos torcedores e odiado pelos zagueiros, o Anjo das Pernas Tortas encantou rapidamente o mundo do futebol com seus dribles desconcertantes. Adversários sucumbiram diante da ousadia de Mané. No entanto, com a mesma rapidez com que fintava um adversário, Garrincha nos deixou de maneira ainda mais veloz, aos 49 anos. Ele foi vítima do álcool, único oponente que não conseguiu ser driblado.


Sucesso e titulos

Natural do Magé, no Rio de Janeiro, o garoto Mané foi crescendo e fazendo sucesso por onde passava. Garrincha começou no Esporte Clube Pau Grande. Em pouco tempo, foi para o Botafogo, clube pelo qual fez mais sucesso na carreira. A camisa alvinegra, junto com da seleção brasileira, são lembradas como a principal vestimenta do jogador Garrincha.
Seleção brasileira nunca conheceu a derrota quando Garrincha e Pelé jogaram juntos
Com o Brasil, Garrincha encantou dentro e além da fronteira nacional. Foram duas conquistas de Copas do Mundo - a de 58, na Suécia, e de 62, no Chile. Nesta última, Garrincha foi considerado fundamental para o título, já que Pelé estava machucado. Por falar no Rei, é importante lembrar que junto com Pelé, a seleção nunca perdeu uma partida oficial.


O menino humilde e simples

Em entrevista ao Blog do Torcedor na época da celebração dos cinquenta anos do bicampeonato mundial de 62 da seleção brasileira, o ex-jogador Pepe descreveu Garrincha como um menino simples e humilde. O ex-atleta ainda lembrou de como Garrincha tinha sido decisivo para o título da Copa do Chile. "Nós tivemos a felicidade de ter um fantástico Mané Garrincha naquela Copa. Foi incrível", disse.
Foi durante a Copa de 62, que ocorreu uma das cenas mais engraçadas dos Mundiais. Durante a partida contra a Inglaterra, válida pelas quartas de finais, um cachorro invadiu o gramado e saiu driblando os atletas em campo, inclusive Garrincha, que ainda tentou pegar o animal.


Decadência 


Após o sucesso em 62, Garrincha começou a perder o brilho. As pernas já não entortavam mais os defensores como antes. Mané ainda disputou a Copa de 66, na Inglaterra, e fez um gol contra a Bulgária, seu último em Mundiais. Garrincha não era mais o mesmo. Do Botafogo foi para o Corinthians, de onde começou a migrar de clube em clube. A bebida era inimiga de Garrincha, que acabou esquecido pela mídia. O rosto ainda lembrava o jogador ousado de outrora, mas o corpo era de alguém que sofria com o passar do tempo. O passarinho Garrincha, começava a perder as asas. A vida dele chegou ao fim no dia 20 de janeiro de 1983. Aos 49 anos, Mané deixava o mundo e milhares de brasileiros tristes, afinal, conforme Drummond anunciou, as tristezas voltaram e não havia um outro Garrincha para alegrar o povo com seus dribles. "A Alegria do Povo virava lágrimas".

Clik e acesse: www.youtube.com/watch?v=PfFmDVXyZuY







 Fonte: Thiago Wagner da Silva/ Blog do Torcedor/ NE10 PE

5 comentários:

  1. BALADA Nº07(Mané Garricha) Moacir Franco

    ...Hoje outros craques repetem as suas jogadas
    Ainda na rede balança seu último gol
    Mas pela vida impedido parou
    E para sempre o jogo acabou
    Suas pernas cansadas correram pro nada
    E o time do tempo ganhou

    Cadê você, cadê você, você passou
    O que era doce, o que não era se acabou
    Cadê você, cadê você, você passou
    No vídeo tape do sonho, a história gravou


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  2. AssisTrindade Ferreira20 de janeiro de 2013 às 19:38

    Não era melhor que Pelé, mais o segundo era. Craque por natureza com seus dribles desconcertantes.

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    1. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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    2. DEPOIS DE PELÉ SÓ TEVE GARRINCHA...

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  3. Mané era um craque da camisa número 7. Viva para sempre o imortal Garrincha.

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