Há uma semana os recifenses assistem ao Brasil sair às ruas. O movimento, que começou após o aumento nos preços das passagens de ônibus de São Paulo no dia 1º de junho, já abrange outras cidades e motivações e chega nesta quinta-feira (20) à capital pernambucana. Mais de 90 mil pessoas confirmaram presença na manifestação que começa às 16h na Praça do Derby, Centro da cidade. Mesmo sem saber o poder de articulação da mobilização local, a intenção de parar o Recife já conquistou uma redução nos preços das passagens antes mesmo de acontecer.
Através do evento "À luta, Recife" criado no Facebook, os recifenses foram convidados a sair às ruas neste dia 20. As mobilizações são uma reação em cadeia diante da forte repressão feita pela polícia contra o movimento Passe Livre em São Paulo, mas congrega uma enorme lista de insatisfações dos brasileiros que encontrou apoio na voz da juventude.
O ensaio da mobilização aconteceu já na segunda-feira (17), após a reunião que definiu a pauta de reivindicações local. Um grupo de mais de 500 pessoas seguiu da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) em direção à Avenida Agamenon Magalhães, que chegou a ser interrompida. Com o trânsito parado para a circulação de veículos por alguns minutos, os manifestantes já haviam definido as queixas que queriam apresentar ao governo. Veja algumas demandas locais elaboradas pelo movimento.
Diante da dimensão que as manifestações tomaram nacional e internacionalmente, sete capitais brasileiras anunciaram redução na tarifa de ônibus na terça-feira (18), entre elas o Recife. Após afirmar que os preços só seriam revistos em janeiro de 2014, o Governo do Estado decidiu anunciar a redução de R$ 0,10 em todos os anéis viários da Região Metropolitana do Recife (RMR). A mesma reação dos governos do Rio e São Paulo acaba reduzindo as tarifas de transporte público durante a quarta-feira (19).
Ainda na terça-feira, em entrevista à Rádio Jornal, o secretário de Defesa Social de Pernambuco, Wilson Damázio, disse que espera que a mobilização seja realizada de forma pacífica e sem depredação. "A gente apela às entidades que participam disso que não deixem que pessoas se infiltrem no movimento para criar atos de vandalismo", declarou Damásio, que disse que a polícia agirá caso haja excessos por parte dos manifestantes.
Diretamente envolvidos com os problemas do transporte público, os rodoviários do Grande Recife anunciaram a paralização do serviço a partir das 16h. Os trabalhadores comparecerão à Praça do Derby, onde devem permanecer de braços cruzados por três horas em solidariedade à causa. Diante da dificuldade de transporte na cidade e dos transtornos que serão causados pela ocupação das ruas, várias escolas, universidades, empresas e instituições públicas irão suspender atividades na tarde desta quinta.
ROTAS - De forma independente da organização do evento, alguns grupos se organizam para definir pontos de concentração em direção ao Derby para, de lá, se unir à manifestação. Entre as rotas alternativas estão o cruzamento da Rui Barbosa com a Rua Amélia, na Zona Norte; os centros da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na Zona Oeste e na Peixaria de Candeias, em Jaboatão.
MOVIMENTO NACIONAL - À frente dessas mobilizações está o Movimento Passe Livre de São Paulo, que se apresenta como uma articulação apartidária e desvinculada de qualquer instituição. Sua principal reivindicação é a "tarifa zero", um projeto criado no início dos anos 90 que defende a gratuidade do transporte público. De acordo com a proposta, o sistema seria mantido com o aumento progressivo e proporcional à renda do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).
São Paulo e Rio cedem à pressão e revogam aumento do transporte.
ResponderExcluirO prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT) (d), e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). As duas maiores cidades do país cederam às pressões populares e revogaram nesta quarta-feira o aumento da tarifa nas passagens de transportes públicos, após uma onda de manifestações que tomou nos últimos dias as ruas de São Paulo e do Rio de Janeiro, além de diversas outras cidades do país. Na capital paulista, o preço do bilhete de ônibus voltará a ser de 3,00 reais. O valor da tarifa do metrô e do trem metropolitano, sob alçada do governo do Estado, também será reduzido para o mesmo preço, frente aos atuais 3,20 reais.
DIVULGA GALERA, COLA ISSO NO MURAL, UMA BOA IDEIA QUE PODE SE ESPALHAR E DAR CERTO
ResponderExcluirOLHA QUE FORMA BOA DE PROTESTAR:
Galera que vai participar da manifestação em RECIFE... Segue uma ideia baseada nas manifestações na Argentina: Quando os vândalos começavam a quebrar tudo, os verdadeiros manifestantes se sentavam, assim facilitava a ação da polícia para reprimir e prender os culpados por esses tipos de ações mesquinhas. Podemos usar isso como ação na nossa manifestação, pois queremos uma cidade melhor e não uma cidade destruída.