Em primeiro lugar, compreendamos que civismo não pode ser uma surpresa, mas uma obrigação de um povo minimamente civilizado. E, no geral, houve civismo entre a sexta feira e o domingo. Não se tratava de um campeonato em que se disputava que punha mais povo nas ruas. Excessos, se houve, decorreram de situações isoladas. É claro que as motivações podem ter sido diferentes. De um lado, comenta-se a contratação de militantes por dinheiro e camisetas, na sexta. De outro, sugere-se voluntarismo e gratuidade, no domingo.
Mas, nem a justificada irritação que acomete a sociedade nos dias atuais sugere compreensão para pedidos de intervenção militar e da supressão do Supremo Tribunal Federal havidos no domingo. Não há porque sugerir as trevas. Basta a sinalização de que não há felicidade no momento.
Os ministros Rosseto e Cardozo foram imediatamente às televisões para, como sempre, embaralharem as conclusões sobre os movimentos. Não é correto afirmar, como o fez o Rosseto, que os que foram as ruas no domingo, foram os que votaram contra a dilma. Também não seria justo afirmar que os da sexta feira foram os que votaram a favor. Os de sexta e de domingo devem ser classificados singelamente como brasileiros. Nada mais que isso, uma vez que havia críticas coincidentes. Independente disso, não há como promover a divisão pretendida entre os prós e os contras. No barco adernado estão todos. Não parecem ministros à altura das missões.
Quando o Cardozo fala em diálogo com a sociedade e em reforma política parece esquecer que a chefe detém a chave da própria clausura e não costuma confirmar esse tipo de notícia. Por conta do auto isolamento e da incapacidade de realizar um mergulho interior de avaliação, a dilma erodiu os alicerces da sua gestão, e quando manda os seus porta vozes falar de reforma política apenas repete o que faz tradicionalmente todo político em momentos de crise para em seguida deixar o assunto no esquecimento. Basta cotejar a História.
Repito, contudo, que, a meu ver, não é o caso de se avalizar a tese do impeachment. Medida extrema de tal magnitude, ainda no início de um mandato, tende mais à desarrumação das instituições do que para encontrar uma solução, inclusive porque faltam substitutos de boa fornada. Repito, ainda, que, havendo juízo, inteligência, diplomacia, comprometimento e uma pitada de humildade pode surgir um encontro de contas com o restabelecimento da normalidade, a um prazo razoável, porque no curto, já é impossível.
Mas, não se pode esquecer que a dilma tem, por suposto, a maioria no Congresso. Se os fios são desencapados e as pontas estão soltas, falta apenas a articulação capaz de apascentar o conjunto. Mas, aí entra a inabilidade da dilma como uma aliá numa loja de cristal.
A tese do impeachment, pelo menos por enquanto descabida e sem sustentação jurídica, parece ter sido incutida na mente de parte manipulada da população, e, por isso, deveria ser abandonada, assim como da mesma forma deveria ser esquecido conceito de golpismo que vem inseminando as mentes da outra parte igualmente manipulada.
Como já tivemos as demonstrações de civismo de uma e de outra parte, resta torcer para a imposição do equilíbrio mental dos mandatários.
Ressalva: a discussão do afastamento compulsório da dilma pode fortalecer-se apenas se a Operação Lava Jato encontrar motivos bastantes.


Atuação excelente do senhor Luiz Pereira Saul na sua coluna neste blog. Estão todos de parabéns!
ResponderExcluirAPROVADO.
ExcluirE o Brasil foi para as ruas. A manifestação de domingo foi a maior resposta aos gatunos vermelhos que ainda defendem Lula. Dilma, PT e põe toda culpa do que aconteceu desde a fundação do Brasil, ao FHC. Muito cara de pau.
ExcluirO pacote contra a corrupção sai ou não? Pós-manifestações, ministros dizem que protestos são democráticos e anunciam que propostas serão enviadas ao congreço
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ExcluirLição de patriotismo!
ExcluirQue bom Triunfo tomando também uma Demostração de não ficar á ver navios por estes ladrões
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ExcluirFaço ainda a maior fé em Lula e no PT. Vamos ao combate com o PSDB.
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ExcluirAs manifestações contra Dima e o PT tendem a continuar, é tanta corrupção que assustou o País O pior é tentar repassar que tudo foi culpa de FHC, Cretinos!!!!!!
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