segunda-feira, 9 de março de 2015

ESSA É A QUESTÃO: UM PAÍS IMAGINÁRIO QUE VIVE A DILMA - POR LUIZ SAUL



À medida em que as crises política e econômica brasileiras vão se agudizando juntas e misturadas, meus resquícios de sensatez estão impondo cada vez mais medo sobre o futuro.


Isso porque, eu sei que a dilma não serve mais. Liquefez-se. É pouco inteligente, nada articulada, incompetente e sem visão político-administrativa. Viveu até aqui à sombra do Lula e da propaganda governamental. Acaso consiga concluir o mandato, arrastará todas as correntes no Planalto e rangerá todos os dentes por 4 intermináveis anos, pra ela e pra nós.

Sim, mas e daí? Quem serviria? 

Cada vez que olho para o “elenco reserva” não consigo enxergar ninguém em condições de tomar o timão. Foi-se o tempo em que, independentemente de partido ou de ideologia, contava-se com homens públicos de envergadura moral, ainda que com pecadilhos nos currículos, do tipo Ulisses, Brizola, Teotônio, Tancredo, Arraes, Covas, Prestes, para citar alguns mais recentes. Não eram santos, mas tinham lá virtudes que hoje estão em falta. Os candidatos a heróis de hoje estão em outra lista, a do Janot.

Por coerência e instinto de sobrevivência, o brasileiro não haveria mais de pensar na dilma, na marina, no lula, no aécio, e menos ainda no serra, na marta e em ninguém mais dos que estão na vitrine. O problema é que, por pouca sorte ou pelo vício entranhado nos comportamentos, o país tem dificuldades para a formação de homens compromissados e que possam servir de adequados exemplos a serem perseguidos. Ademais, as instituições são bonitinhas mas incapazes de coibir ou de punir severamente as falhas morais.

Então, se a gordalhona renunciasse ou fosse impedida por qualquer motivo antes de completados dois anos de mandato, a caneta cairia na mão do Michel Temer e demais peemedebistas, sem quem ninguém soubesse se era pior a emenda ou o soneto. Mas, se ultrapassasse esses dois anos, haveria nova eleição com os mesmos candidatos de antes, exceto a Marina que deixou de existir como força eleitoral. Vale dizer, pouco mudaria.

Nessas condições, parece melhor pensar em uma romaria diretamente ao Criador, uma vez que das criaturas nada se pode mais esperar no país moreno. Mas, o Criador não se mete nessas estórias. E a situação se torna ainda mais gravosa porque no pós lista, a tendência é que o ambiente governamental se torne menos respirável.

No caso da dilma, pessoalmente acho que ela, se não é honesta, não parece envolvida diretamente no petrolão, embora não se afigure razoável que não conhecesse o assunto. Afora isso, faltam-lhe estofo, escopo, e todas as demais qualidades para dirigir o país.

Pra completar, hoje, Dia da Mulher – como se a mulher precisasse disso – a presidente usou o pretexto para se dirigir à ala feminina e, além das mentiras, expôs o mais perfeito surto de esquizofrenia, no qual a sua ruptura com a realidade mostra um Brasil sem crise, mas com probleminhas meramente passageiros. É evidente que ela está em um país somente da sua imaginação.

Essa é a questão.



Por: Luiz Saul Pereira

3 comentários:

  1. Todos os índices da Dilma são melhores que os do seu pupilo FHC, inflação, desemprego, reservas cambiais, etc. O autor parece ter menos de 18 anos, não sabe o que é crise.

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  2. É pura delicadeza sugerir que o autor tem menos de 18 anos. Por outro lado, constitui excesso de superestimação imaginar que FHC é pupilo do autor, aí compreendida genericamente a palavra como "aluno", e não na expressão gramatical rígida que significa "órfão sem tutela". No mérito, seria importante compreender os contextos da comparação. Em primeiro lugar, porque não está em questão a comparação de uma gestão com a outra. Ao sentir do autor, o FHC teve o mérito (não como presidente, mas como Ministro da Fazenda) de instituir o Real, sob o comando de Itamar Franco. Como presidente, não haveria que merecer recomendações especialmente pela implantação de um tipo de neoliberalismo incabível naquele momento, além da persecutória intenção privatista (com poucas dando certo) a preço de banana, do decorreu o escândalo apelidado de Privataria Tucana. Já esses que estão aí a caminho de 16 anos, até que apresentaram números razoáveis em um período de euforia econômico/financeira mundial, mas que, passagem do bastão e no fim do desencanto estão levando o país ao descrédito no concerto das nações, e internamente convivem com os porões da aprovação popular. Implica, pois, não bastarem os números, mas a necessidade intrínseca do credenciamento moral interno e externo para sustentar os pilares de um país, ao revés de transformá-lo em uma república de bananas, ironizada e desacreditada se não por todos, por uma ampla maioria. Não basta ler, é indispensável compreender.

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  3. Joselaide Vasconcelos17 de março de 2015 às 00:56

    Como sempre, você e seus inteligentes escritos, Luiz Saul, além de muito polido nas suas respostas. Parabéns!

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