O engraçado e esquisito da demissão do Cid Gomes da pasta da Educação da pátria educadora é que, no fundo, grande parcela da população esclarecida concorda, se não com o destempero, pelo menos com a sensação de que a classe parlamentar em razoável generalidade está a desmerecer a necessária e indispensável credibilidade para o exercício das investiduras.
Na situação em que se envolveu, a liturgia apontava que o então ministro se escorregasse em desculpas e na afirmação de mal entendido, como forma de, no mínimo, preservar a paz e o cargo. No entanto, preferiu o rompante de machismo característico ao confirmar a frase sobre o achaque e os achacadores, e, mais que isso, avançar nas acusações apontando o dedão para o presidente da Câmara, sem atentar que os demais dedos apontavam para o seu passado.
Não se apercebeu de que uma vez no Governo, ainda que esfarelado e equivocado Governo, ao ministro caberia a sensatez ritualística e diplomática de não aprofundar a crise. O individualismo e a necessidade de afirmar macheza cearense entornou mais um caldo da pobre dilma, apenas liberando a conveniente oportunidade de detonar a reforma ministerial. Não há mal que não contenha um bem.
Mas, no final das contas, fica a convicção da perda do prestígio da classe política que avança em uma desmoralização galopante provocada pelas próprias atitudes, vociferada pelas ruas, ou desvendada pelos iguais nas nobres tribunas, como foi o caso. Mas, não há que se assustar porque, como somos cínicos, em algum momento o Cid será eleito deputado e voltará para ser ovacionado na mesma tribuna que o execrou.
Não se pode afirmar que, nos termos e condições da ocasião de utilizar a tribuna da Câmara dos Deputados – ainda um dos mais nobres pilares representativos da República – o ministro haja-se constituído em um porta voz da reprovação da sociedade à classe política. Mas, é certo que, fora daquele ambiente, as acusações podem fazer sentido, pelo menos em parte. O filósofo Lula já dissera que ali se abrigavam uns 300 picaretas. É a tese da fumaça e do fogo.
Por: Luiz Saul Pereira


A descoberta de que o PT pagou R$ 35 a cada manifestante pró-Dilma, no sábado passado, não é vem Brasília,onde há empresas especializadas. Cobram por cabeça R$ 70,00 ( mais um sanduiche), para entidades interessadas em promover passeatas nas avenidas da capital
ResponderExcluirO povo brasileiro está de parabéns pela manifestação que fez no último dia 15 de março. Um movimento sem violência, contra a política econômica do governo e a corrupção da Petrobras. Mais de 2 milhões de pessoas foram às ruas , pedir o impeachment de Dilma. Precisamos de uma reforma política justa, que não prejudique os os pequenos
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