
Vamos organizar!
Na CPI, a veemência dos indícios não avança como prova provada. Está instalado o conceito de que as “contribuições” foram doações legais e registradas na justiça eleitoral. Não se vê ninguém questionando a origem dos recursos, a qual, se provada ilegal pode garantir a existência de um crime, mas pode também livrar os beneficiários sob a égide da boa-fé. Tudo uma questão de chicana e de acomodação corporativista.
No plenário de 12 de março, o que se viu foi uma sessão desagravo ao Eduardo Cunha, com todos os partidos apoiando o presidente, um ou outro tangenciando uma pergunta mais capciosa. Por mais que se pretendesse atacar havia a conveniência de preservar a Casa. No segundo horário, fechou-se o cerco ao José Sérgio Gabrieli, ex Petrobrás, que, inteligente e articulado, quase transformou a oitiva em uma audiência pública sobre a cultura e o funcionamento da petroleira, não se sabe se em combinação com o gaguejante relator. Resulta que será necessário muito esforço da Federal para transformar futuros indícios em provas.
No mais, não passa despercebida a opção de retirar o foco dos políticos para o transferir para o Ministério Público, via Procurador Geral da República. Pode até ser que este não se tenha havido assim assim tão bem, porque o titular não parece mesmo um símbolo de competência e andou participando de reuniões controversas com o Cardozo, da Justiça. Mas os crimes e os criminosos não estão na PGR. Ao contrário...
Enquanto rolam os preparativos para uma boa feijoada parlamentarista, o caos da imoralidade dos agentes públicos segue sangrando o crédito das instituições. O juiz motorista dos carros do Eike Baptista, revelou-se também gatuno ao se apropriar indebitamente de dinheiros retidos de criminosos depositados nos cofres da Justiça. “Apenas” 108 mil Euros, mais 150 mil Dólares, mais 290 mil Reais. Não tem a ver com o Governo. Desfralda somente a decadência moral de quem deveria ser o melhor exemplo a ser seguido.
O que parece ter muito a ver com o Governo são os perigosos 13 e 15 de março – mês de aziaga lembrança – em face da armação dos espíritos buchas de canhão radicalizados de um e do outro lado. Frases ou nominações irresponsáveis do tipo “exército do fulano”, “engraxar as botinas”, “se querem guerra eu sei lutar” povoam o noticiário como gritos de batalha da mais inferior qualidade, conclamando militontos daqui e paspalhões dali ao hasteamento das mais desedificantes bandeiras em favor de chefes de ideário abstrato e decaído. As sublevações sociais das duas datas constituem um perigo que deveria ser evitado.
Mas, falta juízo ao governo, quando mantém pesado financiamento com verbas públicas de movimentos sociais irresponsáveis e oportunistas, e deles se torna refém, assim como falta o mesmo juízo aos movimentos sociais alimentados por ideário do confronto físico ao invés de conquistas de mudanças pela imposição de ideias.
O que está ruim pode piorar.
Por: Luiz Saul Pereira

Esse é outro com toda a pinta de reacionário. Não à Ditadura Militar!!!
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