segunda-feira, 12 de junho de 2017

SE TAVA FEIA A COISA ONTEM, IMAGINEM HOJE... POR LUIZ SAUL




As apodrecidas cúpulas dos embaraçados poderes nacionais estão fazendo uma espécie de brincadeira de mau gosto que pode sepultar os sonhos de muitas gerações futuras esperançosas de algum desenvolvimento. Senhores dos destinos nacionais, estão divididos em todos os enfoques, principalmente naqueles em que o Executivo (Temer et caterva) briga com o Ministro Facchin e guerreia com a PGR (Janot); e esta briga com parte do Supremo (Gilmar Mendes); e esta parte briga com a Lava Jato (Moro e Força Tarefa); e o Congresso (deputados e senadores) se encolhe de medo de Curitiba; e o Supremo está dividido e partidarizado; e o TSE perdeu a credibilidade de uma parte da sociedade, mercê do estreitamento deliberado da interpretação das leis na maioria que se formou.

Neste cenário escabroso em que uma presidente inapta e desqualificada foi substituída por presidente medíocre e mentiroso apenas a equipe econômica já fragilizada pela defecção ocorrida no BNDES ancora e ainda avaliza o governo, embora não saiba por quanto tempo. Isso porque não há sinais de circunstâncias ou de pessoas que, no imediato, aportem soluções de mudança de rumo ou de ajustamento de condutas. 

Para compreender esses tempos de má colheita, basta um olhar no retrovisor da História – digamos, década de 60 para não aprofundar muito. Desde lá, apesar dos méritos, o JK, promoveu enriquecimentos lícitos e ilícitos na construção de Brasília, até entregar a coisa ao enlouquecido cachaceiro Jânio, que cedeu o poder ao desarranjo social do Jango. Vai então que a vista escureceu por 22 anos.
 
Aí então, veio o Tancredo (avô do Aécio) inventando de morrer, para entregar a faixa ao famigerado Sarney, já conhecido como dono do seu Estado, e promover outro desarranjo monumental, até a posse daquele carateca alagoano (amigo do Renan), devidamente catapultado pela ação de parte da própria família em meio um escândalo financeiro enorme para a época, mas que hoje estaria no juízo de pequenas causas, se fosse comparado. Pior que isso, o moço continua ainda flanando nesse Congresso desmoralizado. Denunciado, indiciado por novas corrupções, mas flanando cheio de caras, bocas e inoperância.

Aí então, entrou aquele do topete posando de austero até ser fotografado na Sapucaí com aquela mocinha mostrando as pudendas. Menos mal que passou o bastão para o neoliberalismo que, se nada mais fizesse inaugurou o Plano Real pela inspiração do FHC, que, aliás, continua se pretendendo conselheiro da República, sem ser necessariamente ouvido. Mas, foi um soluço aquela quebra do ritmo inflacionário.

Daí então, tal qual a cervejaria de Nuremberg, iniciou-se o Suposto Reich Tupiniquim dos Suposto Muitos Anos, com a enganosa promoção das classes sociais, a supostas transposição da miséria, e outras intrujices, enquanto nos subterrâneos das negociatas se consumia o sistema econômico e comprometia as relações da política com o Estado e deste com a sociedade, em mandatos enfeitados pela publicidade maciça, que, aliás, poderiam até haver durado por muitos mais anos, não fosse a escolha do poste que terminou expondo a entranhas da corrupção sistematizada e, que, embora haja existido desde Caminha e Cabral, nunca houvera sido tão despudorada, publicada, escrachada. 

Essa visão de um passado bem recente pode explicar como chegamos no topo da degeneração ou no fundo da devassidão a depender do ângulo do olhar. E, nesta semana que se inicia não há sinais de minoração; ao contrário, o horizonte é de profundo recrudescimento a partir de uma vitória que não pode ser comemorada ante o iminente indiciamento do ainda Presidente, e principalmente com a fila de delatores procurando esvaziarem as consciências em troca das benesses regulares, ajoelhados no confessionário do Juiz Moro ou do Ministro Facchin, a da Polícia Federal ou de qualquer outro lugar. 
Se tava feia a coisa ontem, imaginem hoje.



Por: Luiz Saul Pereira
       BRASÍLIA - DF

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