Sexta feira passada, eu e dois irmãos fomos fazer uma visita ao sitio Carro Quebrado, um vale de terras férteis, sendo, na minha opinião, a região mais rica do Município de Triunfo-PE. No percurso encontramos uma das remanescentes casas de farinha ainda em atividade produtiva. Triunfo já se destacou na produção deste pó branco desidratado em épocas passadas, tendo em vista que existiam várias casas responsáveis pela produção. A mais famosa de todas elas foi a do Sitio Icó, muita procurada pelos triunfenses em feiras e supermercados. A casa de produção era um local onde se transformava a mandioca em farinha, ingrediente usado na fabricação de vários alimentos, entre os quais o beju, uma comida muito apreciada pelos moradores da zona rural. O processo de produção do cereal desidratado começava no plantio das manivas. Depois da colheita da raízes feita pelos trabalhadores rurais, a mandioca era levada direto da roça para o local de produção. Quando este alimento era produzido as tarefas eram divididas: Alguns homens eram responsáveis pelo processo de arrancar a mandioca da roça, e transportá-la para a casa de fabricação, no momento que os tubérculos chegavam no local, as mulheres e crianças se encarregavam por descascar, raspar, lavar e prensar para que fosse produzida a farinha. O trabalho se estendia pela noite, quando acontecia as chamadas farinhadas.
Por: Iedo Ferraz Lima





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