
Da série ME ENGANA QUE EU GOSTO! Segundo a A Voz do Brasil (28/05), as entranhas do governo Temer estariam começando a falar sobre a substituição do transporte a pneus e diesel pelo modal ferroviário. Diz-se até sobre a existência de estudos conjunturais sobre uma futura estrutura de estradas de ferro, além de estudos no ambiente do TCU.
Embora possível a existência de tais estudos, a informação não bate com a realidade, e, sendo verdadeira, a notícia melhor se conformará na retórica da irresponsabilidade ou na deterioração mental dos governantes. Nada mais sem pé, nada mais sem cabeça, especialmente porque esse tipo de migração não é trivial, ainda que no nível inicial de avaliação.
Dar curso a um programa de tamanha magnitude implicaria a reunião de recursos financeiros extraordinários, blindagem em dupla lâmina da estratégia e dos projetos, indústria de transformação, alta tecnologia, honestidade na gestão e mão de obra especial. De todas essas necessidades só dispomos da mão de obra especial. Daí...
Mas, em um país com tal configuração territorial seria absolutamente desejável e economicamente viável um modelo misto de pneus e trilhos em condições de abranger as necessidades de transporte de carga e de passageiros. Mas, não um modelo feito à luz das velas do improviso nas abas de uma crise como a que se apresenta, cuja origem se deu na falta de gestão.
Como sempre faltou visão estratégica percepção de perspectiva de futuro, o brasileiro preferiu sucatear o pouco que existiu de trens, resultando no esfacelamento da RFFSA, do que resultou uma malha ferroviária que, nos dias de hoje, é folclórica, caricata, remontando ao tempo do império.
Ademais disso, as recentes iniciativas de construção de nova malha ferroviária, especialmente a Norte/Sul e a Transnordestina faleceram nos bolsos dos corruptos e nas mesas da má gestão.
Daí que, ou eu não entendi a notícia, ou tem gente fumando orégano estragado.
Da série FAZ-ME RIR! Mesmo considerando que no Brasil quase mais nada provoca perplexidade, a pretensão do Lula gravar programa de televisão para ser veiculado em campanha eleitoral para a Presidência da República se aproxima da indecência em um país momentaneamente indecoroso. Caso consiga o intento, exigirá participar de comícios nas ruas e será natural. Na sua condição, poderia, no máximo, participar da enquete O BRASIL QUE EU QUERO da TV-Globo, para dizer que quer um Brasil sem TV-Globo e sem Moro.
Da série ÓLEO NA FRIGIDEIRA! Apesar de tantas tergiversações do governo, parece que o Pedro Parente já está devidamente fritado. A antipatia de algumas alas do Congresso aliada à queda das ações da Petrobrás e de sua queda do ranking do primeiro para o quarto lugar como empresa rentável, mais a perda de R$126 bilhões em valor de mercado, após a medida de boa vontade no congelamento do preço do diesel podem haver selado a sua incineração.
Além disso, parte da imprensa vem explorando a intimidade das relações desse alto executivo com outras empresas que, sem serem necessariamente irregulares, a princípio, poderão inviabilizar a sua manutenção no cargo. Acrescente-se a tudo isso a insatisfação dos petroleiros contra o presidente. Uma pena, porque é uma das últimas cabeças pensantes verdadeiramente confiáveis no país moreno.
Da série PASÁRGADA! Alguém tem um mapa para me arranjar?
Por: Luiz Saul Pereira
BRASÍLIA - DF

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