No ar, uma embrionária reação cidadã no meio do futebol profissional do Brasil. Por conta do atraso de salários dos atletas do Clube Náutico Capibaribe surge uma velada ameaça de se paralisar o campeonato brasileiro, acaso não se resolva a crise. Não se trata de politização do esporte. Em alguns países, a inadimplência dos clubes pode gerar a exclusão, a perda de pontos, a declaração de falência e outras punições. Noutros, os dirigentes são diretamente responsabilizados pela má gestão, e podem ser banidos e até perder a liberdade.
Por aqui, a coisa está começando. Tradicionalmente os nossos dirigentes não têm compromisso com o compromisso. São ora torcedores, ora irresponsáveis, ora desonestos. Alguns acumulam.
Se a profissão é regulamentada, os profissionais precisam ser respeitados. O futebol movimenta milhões de reais, dólares e euros, que tantas vezes escorrem pelos bolsos de alguns dirigentes conluiados com empresários e técnicos.
No Congresso, a bancada da bola, ao invés coibir as enormes irregularidades produzidas pelas entidades ligadas ao futebol e demais esportes prefere atuar em defesa do perdão da dívida bilionária dos clubes para com o erário. Quando se intentou a CPI da bola, a bancada gritou: “só se passar pelo meu cadáver!”.
Por isso, o movimento que se parece iniciando é um fato novo a ser apoiado, não importando qual seja o clube inadimplente.


O CLUBE NÁUTICO CAPIBARIBE É UMA VERGONHA!
ResponderExcluirJuntando o três maiores de Pernambuco não dá um time para disputar a Série A. São todos derrubados....
ResponderExcluir