quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

FAZER O QUÊ - POR LUIZ SAUL


Contumaz em patrocinar ou promover presepadas, o governo brasileiro, por intermédio do seu Ministro da Fazenda, Guido Mantega, acaba de definir a distância entre a segurança da população e o cumprimento da meta de inflação para o eleitoral 2014.

 
Isso porque o cronograma instituído há 4 anos pelo Conselho Nacional do Trânsito estabelecia introdução gradativa de melhorias na indústria automobilística nacional, de modo que, já no próximo ano, 100% dos automóveis aqui montados contassem com freio ABS e air bag.

Pois agora aquele representante da D. Dilma está cogitando limitar a 80% os autos a receberem tais acessórios.O restante poderia sair sem a segurança necessária. A simplória explicação desse novo Rolando Lero consiste na perspectiva de que o aumento do preço de tais bens com os novos adereços poderia, no futuro, inviabilizar a sua aquisição pela classe menos endinheirada. Na esteira desse aumento do preço, estaria a sensibilização do limite da meta inflacionária, que é a joia da coroa governamental.

Vale dizer, entre a garantia da segurança de motoristas e passageiros e o cumprimento da meta de inflação, fica-se com a segunda hipótese. Não se apercebem de que carros seguros representam trânsito seguro e fator de redução de gastos públicos, inclusive de despesas hospitalares decorrentes de acidentes.

Fazer o quê?



Por: Luiz Saul


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