Um aluno todo risonho entregou ao doutor Saraiva duas folhas impressas, tratava-se de um artigo que lera intitulado “Globo dá sinais de que, se farsa ruir, Barbosa é quem vai pagar a conta”.
Depois que o leu, o professor Saraiva deu uma boa gargalhada, tirou um papel do bolso e lhe perguntou: – Você já viu a Globo noticiar algo sobre o Foro de São Paulo? Por que será? Pois bem, eis um trecho de um artigo que você não leu: "não se pode negar que grande parte da mídia é marxista e apoia esse novo modelo de Brasil – vemos isso diariamente nas novelas, nos jornais, nos programas de televisão, nas revistas –; agora, por causa disso, esperar que ela – a mídia – compactue com coisas erradas, com escândalos, com a corrupção, com a impunidade, deixando de informar os fatos à população, aí também já é demais".
O aluno, meio exaltado, replicou: – O jornal o Globo, a Folha de São Paulo, a revista Veja, a Redes Globo, Record, Band e SBT, marxistas? Então quem sobrou na mídia como capitalista?
– Ora, meu jovem, observe esses jornais como um todo. É evidente que há neles um ou outro artigo fundamentado nas concepções capitalistas; o que estou dizendo é que se você esmiuçá-los verá que a maioria das reportagens tem por base ideias marxistas. Por exemplo, essa impunidade que impera atualmente em nosso país é fruto da visão marxista - a de que os bandidos são vítimas da opressão, e a polícia é que é a truculenta.
A legalização do aborto da mesma forma visa à destruição dos valores religiosos e da família; as cotas em geral; a educação ser de controle do estado (para que possa conduzir o pensamento); a demarcação de terras indígenas; a rotulação de classes – elites e oprimidos –; os privilégios de minorias; enfim, todas essas diretrizes (será que elas aplacariam sem o apoio da grande mídia?) conduzem à divisão da nação, quando somos todos um só povo. É inegável que isso gera insatisfações, e esses conflitos internos entre brasileiros são, por assim dizer, o combustível para a revolução, para a mudança de paradigmas, e tudo isso é pautado na ótica do marxismo (está lá no Manifesto do Partido Comunista escrito por Marx e Engels, leia você mesmo, eu não estou inventando nada). O problema é que, embora talvez você não admita, parece existir um acirrado patrulhamento ideológico, e, quando é publicado um artigo de cunho liberal em um determinado jornal, ele fica em evidência e a “esquerda” logo se manifesta, pois sequer admite um ponto de vista divergente.
A legalização do aborto da mesma forma visa à destruição dos valores religiosos e da família; as cotas em geral; a educação ser de controle do estado (para que possa conduzir o pensamento); a demarcação de terras indígenas; a rotulação de classes – elites e oprimidos –; os privilégios de minorias; enfim, todas essas diretrizes (será que elas aplacariam sem o apoio da grande mídia?) conduzem à divisão da nação, quando somos todos um só povo. É inegável que isso gera insatisfações, e esses conflitos internos entre brasileiros são, por assim dizer, o combustível para a revolução, para a mudança de paradigmas, e tudo isso é pautado na ótica do marxismo (está lá no Manifesto do Partido Comunista escrito por Marx e Engels, leia você mesmo, eu não estou inventando nada). O problema é que, embora talvez você não admita, parece existir um acirrado patrulhamento ideológico, e, quando é publicado um artigo de cunho liberal em um determinado jornal, ele fica em evidência e a “esquerda” logo se manifesta, pois sequer admite um ponto de vista divergente.
O doutor Saraiva coçou a cabeça, como se estivesse tentando se lembrar de algo, e prosseguiu: – Por que em vez de manifestos não se debate com argumentos? Quanto à revista Veja, você não esperava que ela deixasse de denunciar escândalos, esperava? Sim, porque ela sempre fez isso (pegue uma edição bem antiga e constate o que estou lhe dizendo). É verdade que agora no blog da Veja há dois articulistas que criticam bastante o marxismo e que se destacam no cenário nacional (ainda bem que eles existem, senão haveria hegemonia da esquerda).
O jovem fez argumentos desconexos, enfatizando que a mídia era contra o governo do PT, e o professor Saraiva contestou: – Acho que você não escutou direito o que eu lhe disse. Não é fato que a mídia é contra o governo atual, se fosse assim ele não teria conseguido implementar as mudanças que fez, sobretudo no tocante aos valores da sociedade (houve todo um preparo via, principalmente, jornais televisivos e novelas no decorrer dos anos; talvez você não tenha percebido). Com relação às perguntas que lhe fiz e que você não as respondeu, eis as respostas que eu daria: 1. Será que as diretrizes aplacariam sem o apoio da grande mídia? É claro que não!; 2. Você viu alguma reportagem na Rede Globo sobre o Foro de São Paulo? Não; 3. Por quê? Porque a reportagem denunciaria, por assim dizer, os projetos do PT e dos partidos signatários do foro, quanto à implementação de um regime socialista no Brasil, e, por certo, grande parte da população reagiria negativamente a isso (eis aí um trunfo que pode ser explorado por um candidato às eleições a presidente em 2014; quem sabe?); e 4. Por que em vez de manifestos não se debate com argumentos? Porque possivelmente não os tem; aí, nesse caso, o jeito é apelar para a ridicularização do ponto de vista do outro.
– Não vou me alongar mais, nem insistir nessa conversa. Cada um acredita no que lhe parece verdadeiro. Posso estar errado e você, certo; tomara que sim! Afinal, ao que tudo indica, seremos novamente governados pelo PT - o que, para mim, não faz quase nenhuma diferença.
Depois disso, se despediu do aluno, e ambos foram embora, em direções opostas.


Muito bom relato, meu caro. A suas colocações são conscientizadoras, parabéns!
ResponderExcluiro blog está muito bem servido desses colaboradores semanais de qualidade exemplar.
ResponderExcluirEsse cara é bom.... um historiador de causos ....toda vez inventa uma história diferente para enfatizar a mensagem....
ResponderExcluirFora os PTralhas do Brasil. Vão tudo pqp, Lula e sua quadrilha junto com Dilma.
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