NATAL
Hoje o dia é plural,
na diversidade do planeta.
A multidão se desloca,
como se fosse cometa.
Um homem ri, outro chora,
na sofreguidão do consumo.
Não há tempo para sentir,
assim, ninguém o consola.
Lento prossegue o tempo
dos que vivem na sarjeta.
Lojas,o excesso de luzes,
ofusca a visão das caretas.
Em compridas salas,
o eco de um passo apressado,
empurra a maca em silêncio...
não vê o atormentado.
Em aeroportos do mundo
chamadas avisam a hora
aos que vão partir...ou voltar
para a casa que julgam ser lar.
O homem solitário
procura sua passagem,
irá rever um amor,
enche o peito de coragem.
No mecanismo dos encontros,
trocam-se vários presentes,
repletos de cores...
de sentimentos ausentes.
E neste dia desigual,
- imenso, intenso, denso-
há sombras sobre as luzes
que anunciam: É NATAL
Liége Melo, triunfenses e poetisa


Que poesia maravilhosa, toca demais nossas emoções. Feliz Natal Liége e para toda família.
ResponderExcluirparabéns liége pela sensibilidade da sua escrita
ResponderExcluirA poesia transmite a singeleza da alma.
ResponderExcluirParabéns, querida amiga Liége!