– O Diretório Nacional do PT publicou recentemente uma nota conjunta. Dela, destaco dois trechos:
“Parte significativa do esforço da oposição política, partidária, midiática e social tem sido a repercussão, à exaustão, das condenações de lideranças petistas no curso da AP 470. Novos episódios deste fim de semana vieram a retomar essa linha de atuação. A prisão arbitrária de companheiros petistas, sem que seus recursos tivessem sido julgados, foi mais um casuísmo jurídico – de tantos que a maioria do Supremo Tribunal Federal perpetrou ao longo da Ação Penal 470. Mais que isso, constitui grave violação ao instituto do direito de defesa, princípio fundamental no Estado democrático de direito”.
“Condenados sem provas, num processo nitidamente político e influenciado pela mídia conservadora, os companheiros estão sendo vítimas, desde o início, de uma tentativa de linchamento moral, que visa, também, criminalizar o PT e influir na disputa eleitoral”.
O rapaz dobrou o papel que acabara de ler, colocou-o no bolso da camisa branca que vestia, fitou novamente o professor e prosseguiu: – Os trechos acima demonstram que o PT discorda do julgamento – talvez alguns de seus integrantes pensem mesmo que as convicções do partido estejam acima das leis, tal qual se verifica nas ditaduras socialistas pelo mundo afora (quem sabe?). Porém, convenhamos: será que a prisão de companheiros petistas fora de fato arbitrária? Será que não houvera provas? Duvido! Pois seria um erro bastante infantil por parte de magistrados a condenação de um réu sem provas.
Mas uma coisa me parece certa: não é de bom alvitre que o partido da Presidente da República critique decisões de outro poder, sem que disponha de fundamentação incontestável. E principalmente decisões do Judiciário, quanto ao julgamento do mensalão. Pois, cabe considerar, por exemplo, que dificilmente uma pessoa será imparcial em uma dada questão em que ela própria esteja envolvida direta ou indiretamente. Ou não?
Mas uma coisa me parece certa: não é de bom alvitre que o partido da Presidente da República critique decisões de outro poder, sem que disponha de fundamentação incontestável. E principalmente decisões do Judiciário, quanto ao julgamento do mensalão. Pois, cabe considerar, por exemplo, que dificilmente uma pessoa será imparcial em uma dada questão em que ela própria esteja envolvida direta ou indiretamente. Ou não?
Pois bem, agindo dessa maneira, o partido tenta, possivelmente, jogar a opinião pública contra o poder judiciário, sobretudo demonizando, por assim dizer, o presidente do Supremo Tribunal Federal. Atitudes como essas, indubitavelmente, conduzem à polarização, à discórdia, à intolerância, e, em última análise, ao caos.
- Neste momento, o doutor Saraiva, impaciente, interveio: – Mas quem disse que a “Nomenklatura” se preocupa com o caos? Ora, não seja tolo! Ela assiste a tudo de camarote. Aliás, o propósito é este mesmo, a revolução. Por enquanto, meu jovem, os arrastões se restringem basicamente às praias do Rio de Janeiro (como os ocorridos em Copacabana nos últimos dias). Imagine quando eles estiverem disseminados por todo o país; lojas sendo saqueadas; propriedades, invadidas; direitos, desrespeitados; e por aí vai. Ou seja, a violência e o caos tomando conta de tudo.
– Menos, professor Saraiva, menos! Não exagere tanto, assim o senhor me assusta.
– Pode acreditar! Esse parece que é o caminho que estamos seguindo, infelizmente. Fazer o quê?! O socialismo tupiniquim é assim mesmo (veja como está a Venezuela!). De repente seria mais apropriado trocar o lema positivista do nosso pavilhão nacional, “Ordem e Progresso”, por uma versão marxista. Que tal “Desordem e Estagnação”? – perguntou o doutor Saraiva, finalizando a conversa.



Esse PT é uma grande vergonha neste País.
ResponderExcluirQuem poderia imaginar que o Partido dos Trabalhadores poderia ser tão fascista desse jeito? Enganou gregos e troianos!!!
ResponderExcluirMuito bom o nível editorial deste jornal com o surgimento de novos colaboradores como o senhor Ednaldo Bezerra.
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