Sabem um daqueles dias que se tornam historicamente emblemáticos com direito a aniversário para o bem e para o mal? 26 de setembro de 2017!!!
Começou com o Palocci definindo a saída do PT, barrando a estratégia da espetacularização do afastamento por iniciativa partidária a ser pirotecnicamente explorada como punição às “mentiras” e às ofensas ao ser supremo da seita. A publicação da carta depoimento do presidiário ex-ministro repetiu voluntariamente os detalhes da própria sordidez confessada em Juízo, destruiu andores e percorreu de forma indesmentível a trajetória criminosa do grande assaltante do país. Assim, inverteu o jogo e expulsou o PT.
Depois, tiveram aqueles recibos mencionando a falecida a quem se tenta imputar culpas, e que podem ser verdadeiros ou falsos após o cotejamento da movimentação dos dinheiros nas respectivas contas bancárias. Não seria razoável afirmar que todos os recibos foram quitados em moeda viva. Por descuido de quem intenta arrumar o cenário depois da cena, as datas não combinam com o calendário em alguns casos e só faltou um recibo datado de 30 de fevereiro! Parece normal que hajam sido produzidos na mesma máquina; mas, com os mesmos erros de data e de português?!!! Ora...
Depois, teve a absolvição, por falta de prova, do Vaccari em um dos seus processos, como a desmentir a tese da perseguição, mas, incontinentemente seguida da ampliação, em 10 anos, da condenação do Zé Dirceu, em 2ª. instância, o que, em tese, o pode recambiar à cadeia propriamente dita, em substituição à relativa liberdade atual, em Brasília.
Depois, teve a ação da Turma do STF sobre o Aécio Neves, decidindo pelo afastamento do mandato, mas negando a prisão. A curiosidade ficou por conta de negar-se a prisão, mas estabelecer a proibição de contatos políticos e determinando o recolhimento noturno e devolução do passaporte. Ora, isso corresponde ao instituto da prisão domiciliar. Ou não? Há sinais de que o Senado vai reverter parte da sentença. Mas, a sua carreira está sepultada e o eixo de influência transferido para o Alckmin/Dória. De qualquer forma, o grande perdedor, além do Aécio, será o Temer que estará perdendo um importante interlocutor e manipulador das entranhas políticas.
Depois, teve o Temer recebendo goela abaixo a desfiguração do REFIS, pelos deputados, de quem é refém, e ansiosos de agradar os patrões que não raro são eles próprios, uma vez que há tantos políticos acumulando a condição de empresários responsáveis por dívidas não pagas em busca de remissão fiscal como acontece em todos os anos.
Depois, teve finalmente a leitura, em plenário, da denúncia contra Temer, que não aconteceu antes por falta de quórum, uma vez que os deputados não costumam frequentar a Esplanada nas segundas-feiras, quando ainda curtem suas ressacas ou estão em manobras. Para qualquer trabalhador mortal a segunda feira é o reinício da semana de trabalho. Pra eles, não.
Depois, e por fim, na ausência de entendimentos entre os deputados federais, os senadores resolveram criar o Fundão para ocorrer às despesas com as próximas eleições, valendo dizer que, se a Câmara acompanhar a medida, a fatura será apresentada ao contribuinte.
Esqueci alguma coisa? Que dia, né?
Por: Luiz Saul Pereira
BRASÍLIA - DF


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