quinta-feira, 30 de março de 2017

TCE DIZ QUE TRIUNFO NÃO PRESERVA O PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO DE MANEIRA ADEQUADA


A prefeitura de Triunfo, no Sertão de Pernambuco, não preserva o Patrimônio Histórico e Artístico da maneira adequada. Essa é a conclusão de auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) no município. Diante desse fato, a segunda Câmara do TCE julgou irregular o processo de ações de preservação adotadas pelo município em 2014.
G1 entrou em contato com a prefeitura de Triunfo, mas até a publicação desta matéria não obteve resposta. Segundo o relatório, as análises demonstraram que o município não tinha capacidade administrativa, técnica e operacional para preservar e difundir adequadamente o patrimônio.
A ausência de inspeções periódicas ou rotinas para garantira manutenção dos monumentos e dos bens culturais preserváveis foi outro aspecto observado. O estudo mostra que 11,5% do total dos bens catalogados como valores culturais, legalmente protegidos, encontravam-se descaracterizados ou em processo de arruinamento.
“Isso significa que, a cada ano, três desses imóveis eram diretamente atingidos por esse problema, caracterizando um forte processo de deterioração de seu patrimônio histórico, danos irreversíveis e a perda de bens culturais”, diz o texto.
Outro aspecto apontado pelo levantamento mostrou que Triunfo não tem um plano de ordenamento de mobilidade urbana que atendesse ao Centro Histórico da cidade. A comunidade quilombola de Águas Claras, por exemplo, não era beneficiada por políticas públicas com o objetivo de corrigir desigualdades raciais ou étnicas acumuladas ao longo de anos, principalmente no que diz respeito à educação.
Com base na realidade encontrada, o Tribunal recomendou à atual gestão que o órgão responsável pela fiscalização e controle urbano fosse adequado às exigências da auditoria e apresentasse a devida qualificação técnica para o exercício de suas atribuições. Exigiu também a atualização do Código de Obras municipal.
O TCE pediu ainda pela reestruturação e funcionamento do Cine Teatro Guarany e a elaboração de um Plano de Gestão da Preservação que contemple o atendimento às demandas do Núcleo Histórico e subsiste mas, como casario, espaços públicos e monumentos, complementam a lista de sugestões do TCE.
O não atendimento às recomendações apresentadas pelo TCE no relatório preliminar de auditoria, e a não resolução dos problemas do patrimônio da cidade, deram causa ao julgamento pela irregularidade do processo, além da imputação de uma multa no valor de R$14.800,00 ao prefeito.

Por: TCE

10 comentários:

  1. ACREDITO QUE A POPULAÇÃO DO MUNICÍPIO E AQUELES QUE COSTUMAM FREQUENTAR ESSE BELO LUGAR, SÃO MERECEDORES DE RECEBER UM POSICIONAMENTO ES.CLARECEDOR

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    2. José Alves Lima1 de abril de 2017 13:21

      Está comprovado isso nas ruas da cidade que foram modificados os prédios com o aval da administração passada com o funcionário da prefeitura operando o trator oito horas de um domingo.

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  2. O Tribunal de Contas terminou denunciando essa irregularidade que tanto vocês cobraram providências e ninguém deu a menor importância.

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  3. na rua do fiado derrubaram aquele sobrado igual ao de joão correinha p ordem do prefeito c máquina da prefeitura n domingo cedo

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  4. José Carlos Rodrigues1 de abril de 2017 06:30

    Tanto aquele como um que Romildo comprou e derrubou sem qualquer impedimento da fiscalização da Prefeitura que tomou conhecimento antes, porque lembro que vocês denunciaram aqui no jornal e ele nem se importaram porque era do grupo politico.

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  5. A população Triunfense não colabora e aí ficam cobrando só dá Prefeitura. Tem casas que são derrubadas e não estão catalogadas como tombadas. Aí fica na consciência de cada proprietário. A casa que era do Ar.Napolio, linda a parte exterior, ela não é catalogada. Se a proprietária quisesse derrubar, estava com todo direito. Mais a proprietária é uma entendida, conhecedora de causa, gosta do que é bonito conservou. Parabéns a ela.

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